DROGAS NA MÍDIA
Clipping diário.
Mídia do Dia: 26/09/2007
Mulheres vítimas do alcoolismo
Entre as mulheres, o uso de álcool é o terceiro maior causador no índice de internações
Veículo: Diário da Manhã
Seção: Edição Impressa Online
Data: 26/09/2007
Estado: GO
O uso de bebidas alcoólicas entre as mulheres preocupa os órgãos de saúde. Dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES) mostram que, entre junho de 1998 e junho de 2007, foram registrados 4.789 casos de internação de mulheres que tiveram algum tipo de transtorno mental ou comportamental devido ao uso de álcool nas unidades estaduais de saúde.
Em Goiânia, somente no Centro de Atenção à Saúde de Alcoolistas e Toxicômanos (Casa), vinculado ao Centro de Apoio Psicossocial (Caps) da Secretaria Municipal de Saúde, o número de casos aumentou em 5,1% entre 2005 e 2006. Há dois anos, entre todas as pessoas atendidas, 88,5% eram do sexo masculino e 11,5%, do sexo feminino. No ano passado, as estatísticas constataram que 83,4% das pessoas que procuraram o centro eram homens e 16,6% eram mulheres.
Entre as mulheres, o uso de álcool é o terceiro maior causador no índice de internações, perdendo somente para os casos de transtornos mentais e comportamentais (1º lugar) e internações motivadas por transtornos afetivos (2º lugar). Os distúrbios psiquiátricos também são mais comuns em mulheres que abusam de álcool do que em homens que o fazem. A prevalência de depressão em mulheres que abusam de álcool é de 30% a 40% dos casos.
Estudos demonstram que a maior parte das mulheres bebe como forma de se livrar dos sintomas associados a quadros de depressão primária. Outras doenças, como anorexia e bulimia, estão presentes em 15% a 32% das que abusam de álcool. Além disso, as que abusam de álcool tentam o suicídio quatro vezes mais freqüentemente do que as abstêmias.
Segundo a assistente social do Caps/Casa e especialista em serviços de saúde, Izaura Valentim da Silva, que trabalha diretamente com vítimas do alcoolismo, o tratamento em mulheres é mais complexo por que apresentam sintomas associados à doença, como conflitos familiares, socioeconômicos, ansiedade e depressão.
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