DROGAS NA MÍDIA

Clipping diário.

 

 

 

Mídia do Dia: 28/08/2012
Data de Veiculação: 27/08/2012


Uso de maconha na adolescência está relacionado a menor QI na fase adulta, aponta estudo



UOL

 

Pessoas de meia idade que usaram a droga na adolescência têm uma redução média de 8 pontos no teste de QI.

 

O uso frequente de maconha antes dos 18 anos causa perdas irreversíveis na inteligência, atenção e memória, dizem cientistas da Universidade de Duke, nos EUA.

A má notícia é que as perdas nas funções cognitivas não são reversíveis com a interrupção do uso. Por outro lado, pessoas que começaram a fumar após os 18 anos, quando seus cérebros estavam completamente desenvolvidos, não apresentaram sinais de deterioração.

O estudo, publicado no jornal Proceedings of the National Academy of Sciences, vai ao encontro de outros estudos publicados recentemente que apontam que o uso frequente e pesado de maconha danifica o cérebro.

Na pesquisa, mais de 1.037 crianças nascidas entre 1972 e 1973 foram acompanhadas em Dunedin, Nova Zelândia, até completarem 38 anos. Cerca de 5% deles foram considerados dependentes ou usavam a droga mais de uma vez por semana antes dos 18 anos.

Todos os participantes realizaram uma série de testes psicológicos com 38 anos para analisar a memória, velocidade de processamento, raciocínio e processo visual. Aqueles que fumaram maconha na adolescência apresentaram resultados significativamente piores nos testes.

A família e amigos dos participantes que usaram a droga antes dos 18 também reportaram mais frequentemente que eles tinham problemas de atenção e memória, como perda de foco e esquecimento de tarefas.

A queda no QI não pode ser atribuída a uso de outras drogas, como o álcool, e nem a menor educação, dizem os cientistas. “A maconha não é inofensiva, principalmente para adolescentes”, disse a pesquisadora chefe Madeline Meier.

“Este estudo é o primeiro a distinguir problemas cognitivos que a pessoa pode ter tido antes de usar a marijuana daqueles que aparentemente são causados pela droga”, ressalta Laurence Steinberg, psicólogo da Temple University, que não participou do estudo.

 

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