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23/02/2010

Abead diz que governo deveria melhorar atendimento aos usuários

A Associação Brasileira de Estudo do Álcool e outras Drogas (Abead) não vê com bons olhos o PL 6684/09, responsável por flexibilizar as exigências para o tratamento de dependentes químicos

 

ipanema.mg.gov.br

No último dia 20, o Jornal do Brasil publicou matéria sobre a melhoria no atendimento aos dependentes químicos. Confira abaixo a reportagem na íntegra.

Abead diz que governo deveria melhorar atendimento aos usuários

BRASÍLIA - A Associação Brasileira de Estudo do Álcool e outras Drogas (Abead) não vê com bons olhos o PL 6684/09, responsável por flexibilizar as exigências para o tratamento de dependentes químicos, por acreditar que toda “normatização em questões de saúde” deve buscar a qualidade.

– Sabemos que o Estado não tem conseguido suprir a demanda de dependentes de drogas, que é brutal, mas a proposta não é uma boa estratégia – afirma o psiquiatra e presidente da Abead, Carlos Salgado.

O psiquiatra acredita que se fosse feita uma fiscalização à risca do que determinam as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em todo o país, a maioria dos centros de reabilitação e comunidades terapêuticas cuidados pela sociedade civil seria fechada. Ainda assim, Salgado defende que, ao invés de punir, a Anvisa deveria ajudar estas instituições a se estruturar para receber melhor os dependentes.

Quanto ao projeto, Salgado acredita que o Legislativo deveria concentrar esforços para cobrar do Poder Executivo um maior repasse de recursos para estados e municípios tratarem seus dependentes químicos, uma vez que faltam leitos de internação para os usuários de drogas, principalmente os que estão em momento de crise. Segundo o psiquiatra, a falta de leitos na rede pública de saúde faz com que dependentes químicos sejam, na maioria das vezes, internados em estabelecimentos moldados para atender pacientes psicóticos, o que prejudica todo o tratamento.

– É prejudicial para os dois tipos de pacientes – garante o especialista. – Para o dependente químico não é bom ter o estresse de conviver com pessoas que não falam coisa com coisa e têm o comportamento infantil e vulnerável. Já os psicóticos muitas vezes são abusados pelos dependentes.

Os abusos, segundo o médico, são de cunho moral, físico e até sexual. Salgado destaca ainda que o aumento do consumo de crack tem aumentado a demanda pelo tratamento e torna ainda mais latente a falta de leitos para essa pessoas no Brasil.

 

 

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